Como então viveremos?

A discussão levantada é sobre o meio em que vivemos e como viver nesse meio, ou seja, a cultura e a importância do agora. A pintura utilizada é "A Niilista" do francês-polonês Paul Merwart (1855-1902), que traz a tona a discussão sobre negação da vida presente em favor de um futuro, crítica comumente feita ao modo de vida dos cristãos.

O diálogo busca relembrar o ato histórico de Deus como um agente cultural preocupado com o presente e com o futuro, e como nós viveremos mediante as angústias, reflexões e anseios que essa verdade nos traz.

Sentam à mesa de discussão conosco, entre outros, Nietzsche, Kierkegaard, Salomão e Jesus. Sobre o ombro deles pensamos a cultura e a tensão entre viver o presente e ao mesmo tempo desejar pelo porvir.

Os links abaixo remetem ao assunto a ser tratado, com playlist no Spotify e lista de livros que falam sobre o assunto.

A Sociedade do Cansaço

A Cidade não dorme e se orgulha de não descansar, carros correm contra o tempo e o próprio tempo é oferecido no altar do sucesso, o descanso não existe, existe somente a exigência pela produção e pelo conteúdo, existe anseio pelo consumo, e principalmente, a venda de uma motivação que é distante da capacidade humana: nós, no olho do furacão, somos o sacrifício feito ao desempenho, somos o que alimenta a própria tempestade. Insensível aos oprimidos, fracos, cansados e explorados, a Cidade esgota a saúde da mente e do corpo dos que aqui vivem para se manter de pé e condena aqueles que lamentam.

Na Cidade dos homens os que descansam são engolidos, os que vivem aqui não possuem tempo para abrir as janelas e contemplar, os que ousam se deparam com a terrível realidade: vivemos em Babel.

Nos sentamos novamente à mesa, pensando junto com Byung-Chul Han (entre outros) a respeito da sociedade do cansaço. Como dormiríamos em meio a tempestade? Quem se opõe à Cidade incansável? E por fim, quem abrigará os cansados?
Pintura: Tempestade no Mar da Galiléia de Rembrandt.

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Por amor às causas ainda vivas

Por qual razão não nos lembramos dela? No primeiro século, a mulher fazia parte do grupo dos esquecidos, seu testemunho era inválido e seu valor não era reconhecido. Maria, da família de Betânia (e amigos amados de Cristo) faz algo que, segundo o Salvador, seria lembrado aonde quer que o evangelho fosse pregado: ela unge os pés de Jesus, o preparando para a morte que viria. Ao vencer a morte, Jesus concede às esquecidas e oprimidas daquele tempo o primeiro testemunho, o anúncio da ressurreição nasce com aquelas que não tinham voz.

Os rejeitados sempre fizeram parte integral do ministério de Jesus, a causa dos necessitados é exaustivamente discutida na Escritura, órfãos e viúvas eram a “escória” esquecida daquele tempo, e visitá-los é chamado de “verdadeira religião”. Jesus tem comunhão com uma mulher samaritana, talvez o ápice da rejeição na sociedade em que vivia.

Hoje, nós temos os esquecidos do nosso próprio tempo, temos as causas vivas para pleitear, mas será que algo realmente mudou? De onde surgiu nossa dificuldade para falar dos preconceitos de nosso tempo? Racismo, machismo, sexualidade (entre outros) são termos do cotidiano, qual o sentido da omissão?

Nós nos sentamos juntos novamente para o último diálogo dessa série, aplicando novamente o conceito de agentes culturais para enxergar causas contemporâneas. Não resolveremos nenhum ponto dos dilemas, mas a semente precisa ser plantada. No fim, queremos dizer apenas que podemos e, como cidadãos dos dias de hoje, devemos discutir as causas ainda vivas, as do nosso próprio tempo.

Obra: Forgiven - Daniel Gerhatz

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Didaskalia

Didaskalia [διδασκαλια] substantivo feminino grego que significa o ato de ensinar. No caminho que trilhamos, o ensino é parte integral da vida. Somos primeiro discípulos de Cristo, ensinados a apontar o caminho para aqueles que vem depois de nós, Jesus nos ensina a prática de uma religião didática. No caminho para Emaús, logo após sua ressurreição, vemos o próprio Salvador nos ensinar os princípios fundamentais da vida cristã: ele ensina a respeito de suas obras e faz corações queimarem de esperança. Ele caminha junto, conversa intimamente, senta à mesa e parte o pão.

É na mesa que Jesus se revela, no ato mais simbólico de comunhão na cultura da antiguidade, nos ensinando que seus discípulos são aqueles que comem junto com Ele. É na comensalidade que Cristo se mostra para os caminhantes de Emaús, é no partir do pão que seus ensinamentos que fazem corações arderem revelam a face do Messias: nosso Salvador é pessoal, amigo e se preocupa em nos fazer discípulos. Jesus nos chama para algo mais que só seguir, ele nos chama para sermos parecidos, para o imitarmos. A didática é parte fundamental desse Reino, e o Senhor de todo universo vem até nós para nos ensinar.

Nesta minissérie dividida em duas partes, abordaremos o que é ser discípulo e o que é fazer discípulos, sempre em torno da abordagem didática de Cristo. Sentaremos à mesa mais uma vez para discutir filosofia, psicologia e teologia a respeito do que significa ser um discípulo imitador.

Nomes como Kierkegaard, Skinner, Bandura e Girard são base para discutirmos a natureza humana que busca seguir algo, aprender algo e viver algo, para então entendermos o ápice, a primazia e a beleza daquele que é o único capaz de fazer discípulos - pois é o único capaz de genuinamente falar. Como seguir, como ajudar a seguir e ainda: Qual a consequência de seguir aquele cujo caminho trilha para a servidão?

Que nossos corações queimem em desejo de aprender e ensinar, pois nosso Deus veio como servo e nos ensinou intimamente. Aguardamos vocês para a Didaskalia.

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